E não é que o Brasil já voltou a ser medíocre? Depois de ganharmos a sede da Copa do Mundo 2014 e a conquista dos Jogos Olímpicos de 2016, damos um passo pra trás dessa envergadura? Desafio qualquer estudante de propaganda brasileiro a criar uma campanha como (ou melhor que) a de Obama – para o Brasil, afinal, ninguém conhece melhor como nos comportamos na internet, do que nós mesmos – assim como fizeram lá, que reforço, é diferente daqui. Afinal, será que Ben Self acredita que irá arrecadar os milhões que arrecadou com Obama através da Dilma? No Brasil? Sem falar da falta de liberdade criativa que certamente ele terá na campanha tupiniquim, diferente do que teve com o (novo) grande líder mundial, ano passado.
Enfim, acho que nós, profissionais de comunicação do Brasil, deveriamos nos envergonhar – ou melhor, nos revoltar – com esse tipo de atitude de quem mais do que ninguém, deveria, pelo menos, apoiar o que é daqui. Fica a dica, Dilma.
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| Posted by Arthur Cesar at November 10th, 2009 |
Como as coisas mudam rápido, é bom estar sempre observar videos como esse, que servem pra refrescar nossas informações – e números – a respeito desse mar de números que viram os meios de comunicação de ponta cabeça e deixa muito dinossauro de cabeça em pé e sem entender nada. Bom é ver o crescimento da comunicação mobile, precisamos estar atentos e preparados pra isso – e pensar muito a respeito. Pensar e fazer.
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| Posted by Arthur Cesar at September 23rd, 2009 |
Indo um pouco para o campo da Arquitetura: a façanha desta vez veio de um insight para a marca de móveis Nha Xinh. O que impressiona neste caso, e me dá aquele sorrisinho no canto do rosto, é a criatividade no uso da mídia. Quando a revista abre no anúncio, vem a surpresa. ;)
Sabe aquela velha ideia de criar uma cápsula do tempo e guardar suas coisas, pra lá no futuro você abrir e lembrar de como era sua vida há uns… 10 ou 20 anos atrás? Então, a ideia aqui nessa ferramente é mais ou menos essa. Você manda um e-mail para si mesmo, com a intenção de receber ele lááá na frente – no futuro. Entre aqui pra ver, e mandar o seu.
Se quiser ainda, você pode comprar um livro com as 200 melhores cartas anônimas, e públicas: neste link. Legal né?
Tá aí um assunto que sempre me deixa intrigado. Neste cenário pós-internet, as pessoas estão deixando a coisa rolar, caindo de cabeça em uma nova realidade, e talvez até, perdendo alguns importantes valores humanos – como relacionamentos, interações sociais, contatos físicos, essas coisas…
Em 2004, recebi um convite pra entrar no Orkut. E naquele momento, eu já tinha usado ICQ, sabia tudo de mIRC, e estava iniciando meus amigos no MSN Messenger – um novo sistema de conversas muito mais simples e com potencial popularizador. O vício já exisitia naquelas (novas) ferramentas. Mas o ponto é que, após a disseminação desses programas entre as pessoas, vivemos hoje em uma sociedade virtual. Que invadiu o nosso tempo, nosso trabalho, lazer, entretenimento, nossa vida, relacionamento com os amigos, enfim, tudo. Essa realidade já nos cerca, e não dá mais pra saber o que é de verdade, e o que é de mentira.
O poder de aproximação e ampliação de conversas que a internet nos possibilitou é real. Além das facilidades da web, que também é real. Pessoas fecham negócios, firmam grandes parcerias, ganham dinheiro, ou até, fazem novos amigos, se isolam do mundo – e são mais felizes assim. Enfim, o questionamento que quero levantar diz respeito ao alcance, e às proporções, que essa verdade ilusória (ou não) vai nos levar. Uma simulação da realidade, que nos faz interagir com pessoas que talvez nunca vamos ver na vida, em uma grande confusão de experiências.
Essa semana rolou o Comic Con, e lá foi apresentado um filme muito interessante, que está sendo idealizado e produzido – há 14 e 4 anos, respectivamente – pelo renomado diretor James Cameron, de Titanic e Terminator (1 e 2): Avatar. Há algumas semanas atrás, quando li algo a respeito de “Avatar”, passei em branco, pois achei que era um filme baseado naquele desenho da Nick. Mas não, diz respeito a outro assunto. O filme tem a ver com avatar mesmo, tipo Second Life. Aqueles seres virtuais que controlamos, fazemos voar, interagir com outros avatares, em um mundo paralelo ao nosso. Personagens que criamos na internet, e que nos representam. No filme, avatares reais (é!), serão controlados por humanos de suas casas, para poder viver em um outro planeta. Abre aspas: “Queria fazer algo que também tivesse uma consciência, que talvez durante a diversão fizesse as pessoas pensarem um pouco sobre a forma como interagem com a natureza e com os outros seres humanos”.
O filme conta ainda com um teaser trailer com cara de documentário. Certamente têm uma história digna de reflexão. E talvez tenha o mesmo impacto de Matrix (ou até mais). O fato é que a produção será surpreendente, com efeitos especiais que vão além daquilo que já estamos acostumados. Faz parte da inquietação do diretor: “Todo mundo sempre questiona ‘onde você esteve, James?’ Bem, eis onde eu estava: Pandora”.
Certamente, voltarei a falar desse assunto mais além. ;)
Ah! E créditos ao @pernah que me explicou que o “Avatar” não era sobre o desenho.
UPDATE! Saiu o trailer oficial:
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| Posted by Arthur Cesar at July 28th, 2009 |
Às vezes nos deparamos com pessoas que nos abrem muito a cabeça. Nos mostram um sentido mais amplo de uma coisa que parece tão comum no nosso dia-a-dia. E nessa palestra, aconteceu isso. Nela, Luli Radfahrer, em um evento chamado Descolagem: a escola do século XXI, fala sobre a educação de uma ótica bastante interessante, e que nos faz refletir: a não-evolução da área, analfabetismo digital, escolas como redes sociais, a função do professor de inspirar os alunos, e outras informações valiosas…
Não é a primeira vez que indico essa palestra, e acredito que nem será a última. A forma como ele domina o assunto impressiona, assim como o próprio assunto em si. Vale a pena cada minuto.
Luli (@radfahrer) é Ph.D. em comunicação digital, professor, e sabe do que está falando.
Há alguns anos eu acompanho a trajetória de Kaká. Mais exatamente desde 1998. Essa história começou quando ele tinha 18 anos, entrou numa final de campeonato, com o time perdendo de 1×0, segundo tempo, ele fez 2 gols, virou o jogo, e se tornou xodó da torcida são paulina. Desde então eu, como muita gente, já sabia que esse cara ia longe.
Esse foi apenas o início, mas ao longo do tempo, o que mais me chamou a atenção no Kaká, não foi o futebol, mas sim a forma como ele lida com as coisas. O foco, os objetivos que ele determina pra vida, pra sua carreira, e a forma como ele faz pra sempre conseguir atingí-los. Kaká sempre sabe qual será o seu próximo passo. Não adianta vir com propostas absurdas, sem que tenha um bom projeto. Não adianta ter pressa, e ir para um clube de média expressão, sonhando que lá será uma boa ponte para a carreira.
Da mesma forma como faz em campo, e sabe exatamente o caminho a seguir para chegar mais rápido ao gol, Kaká gerencia sua carreira. Ele sabe o que quer, e esse tem sido seu grande diferencial com relação a outros craques brasileiros que vemos se perder todos os dias no montante de dinheiro que recebem, gastam, fazem burradas, mancham suas carreiras, e depois voltam para o Brasil arrependidos.
Kaká é diferente. Sempre teve a cabeça no lugar, e é centrado. Conquistou tudo o que queria, e até coisas que talvez nem ele próprio tenha sonhado. Ele sempre foi além das espectativas, sempre ganhou tudo o que disputou. Um jogador que sempre foi vencedor.
Segundo foi noticiado hoje, o dono de uma das marcas mais admiradas no mundo voltou ao trabalho.
Uns disseram que o câncer tinha voltado, outros falaram que foi um transplante de fígado, mas o que foi noticiado oficialmente é que ele estava com um “desequilíbrio hormonal“. O fato mesmo é que Steve Jobs é fundamental para a Apple. Sem ele por lá parece que a empresa perde um pouco do brilho, do místerio que ronda a marca – “o que será que está por vir?”. Jobs é do tipo gênio místico. Fica na dele, trabalhando, e quando aparece, surpreende a todos. Deixa todo mundo babando e batendo palmas. Ele é a marca. E muitos (como eu) não conseguem imaginar o que vai ser da Apple quando ele não estiver por aqui.
Há muito tempo observo o jeito como ele faz as coisas, a forma de introduzir seus fantásticos produtos. Ele faz das suas apresentações algo espetacular, verdadeiros shows de tecnologia, inovação. A verdade é que Jobs sabe vender suas ideias.
Eu estava fuçando hoje no Gearfuse e achei essa pendrive. Com ela, você decapta o jogadorzinho e pluga sua pen. Tem vários modelos, diversas seleções, dá pra colecionar! Sou fã de pendrives com design, ideia, mas nunca achei uma dessas pra comprar, enfim… Hahaha!
Na verdade, este post veio pra entrar em um assunto que será a pauta do mercado ano que vem – Copa do Mundo. Vai ser a primeira vez que estarei trabalhando numa agência de publicidade em ano de Copa – será bem divertido. Produtos, campanhas, estratégias, promoções, enfim… tudo isso com tema pronto: a celebração máxima do futebol. Feliz aquele que conseguir convencer seu cliente a se diferenciar, mesmo com a tentação de entrar nessa festa. E se entrar, que seja com estilo. ;)
Pode não ter sido o grande exemplo para as pessoas. Mas nunca será esquecido. Quando um gênio como esse, com a trajetória que teve, a história que construiu, e tantas coisas que o fizeram ser admirado por tanta gente, esse cara precisa ser respeitado.
Michael mudou todo o formato da indústria musical. Mudou o jeito de fazer shows, discos, filmes, danças, clipes, e tantas outras coisas. Foi o fato, o novo, o assunto, a estrela, até o seu último dia de vida. Com certeza – como não é brasileiro – será lembrado pelas coisas boas que fez, e essas coisas boas serão eternas. Sua música, seu estilo, sua criatividade… o pequeno Jackson fez a diferença naquilo que sabia fazer. Aplausos para ele.
Arthur César. Publicitário, planner. Inquieto extremo e completamente inconstante; nada de convenções, como tem que ser. Se alimenta de feeds e das múltiplas telas. Está sempre online - ou busy - depende da hora. Fanático por futebol (#spfc), viciado no trabalho e amante das marcas, como todo mundo.
arthurcesar: Um dia viveremos em cápsulas, onde cada um controlará a temperatura ambiente ao seu gosto. Falando nisso... tá calor hj, né? 5 hours ago from TweetDeck