Why so serious?
Você deve estar lendo esse título e pensando: como assim? ficou louco? o que Batman – The Dark Knight está fazendo aqui? Pois bem, essa é a ideia. Quero brincar um pouco com a ficção pra compartilhar um pensamento sobre um jeito interessante de fazer as coisas. Vamos lá!
Imagine você, numa sala de reunião, fazendo brainstorm com o Coringa…

…sim, aquele psicopata do filme, o clássico vilão, disposto a matar todos por questões que nem ele deve saber – por prazer, talvez. Foi isso que pensei quando assisti (mais uma vez) o filme há alguns dias atrás. Todos os diálogos onde se envolve o Joker são ótimos, e sempre me chamaram muito a atenção – como naquele momento onde é torturado pelo Batman, cena fantástica; mas gosto principalmente da conversa que ele tem com Harvey Dent – conversa que pra nós planners, pode ser no mínimo interessante.
Depois de arrebentar com tudo, destruir a cara do promotor espertão, matar a noiva dele e e ainda mexer com o humor do Batman; Coringa diz pra Dent que não planejou nada, que ele só faz, faz, faz, com o propósito de criar e disseminar o caos entre as pessoas e o poder público, utilizando o medo como forma de persuasão. Ameaçou assassinar o prefeito, matar inocentes caso o cavaleiro das trevas não fosse desmascarado, enfim, a história todos já conhecem. Ele criava tumulto, provocava a desordem – essa era a ideia principal.
Trazendo um pouco para o nosso mundo, o assunto levantado por ele me lembra um pouco a palestra de Chuck Porter (CEO da CP+B) num evento do CCSP ano passado. Lá ele diz que tinha sorte na profissão, e que assim como artistas, músicos, físicos, ele não tinha matemática certa para o que fazem lá, eles simplesmente fazem, deixam rolar, e fazem bastante. Até dar certo. O vídeo é longo (3 partes), mas vale cada minuto.
Mas e o brainstorm com o Coringa? Não sei se demoraria muito esse debate, afinal o ideal do vilão sempre foi muito claro, e a promessa de provocar o medo ainda mais.
Estou indo contra o pensamento estratégico? Não. Nenhum pouco. Só apontando outras formas, caminhos que talvez funcionem tanto quanto pensar demais numa mesma coisa. Agir pelo impulso, intuição, instinto, aliado a um forte propósito com uma forte ferramenta de persuasão, é difícil não funcionar. Me simpatizo demais com o formato desse palhaço em ser simples e tão interessante. E você?




usando