Colorização e a insanidade do consumo
Ok, chega de hipocrisia. Se você reclama do excesso de cores do Restart e achou estranho eles levarem tudo no VMB, pode se acostumar, porque essa nova geração (que nem sei mais como chamar) adora tudo isso e estamos entrando nessa também. Duvida?
Como já previa a Box 1824 nesse estudo (aqui abaixo), o mundo está ficando cada vez mais colorido, segundo o trendwatching: insano.
A questão em voga não são nem as cores, mas sim a necessidade de diferenciação. Como nos tornamos depósitos de conteúdo ambulantes, consumidores desses alimentos em excesso, queremos ser parecidos com as pessoas da nossa tribo e ao mesmo tempo nos diferenciar deles – é maluco, não? Exatamente. Temos tanta coisa pra escolher que acabamos querendo experimentar tudo, marcas, produtos, serviços, bares (né, Foursquare?), até as cores. E nessa revolução contra a caretisse e os carros monocromáticos das grandes metrópoles, surgem os Novos Unos, iPods Nano, os Nike iDs, as M.I.A.s, Lady Gagas, e é claro, as calças coloridas da família Restart. Comece a observar a mídia e verá a MTV na Rua, MariMoon e a antenada Capricho, Glee, Kick-Ass – preciso ainda falar como são os óculos e relógios do momento? Personalizados, mas iguais; coloridos, insanos.
Mais curioso ainda, é observar como pensamos global, sendo local. Somos metrópole, adoramos shows, grandes festas, SWU, mas acabamos conversando sempre com as mesmas pessoas no Facebook, Twitter, Orkut (?). Vivemos confundindo aquilo que é real do virtual, cruzando tudo e complicando ainda mais. E pra essa galera nova, não existe esse papo de online e offline; a propósito, pare de usar esses termos, é bobagem, ultrapassado, misture tudo. Andy Warhol já sabia, tudo isso se tornou muito natural, e colorido.





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