Psicologia na Propaganda

Psicologia na Propaganda

Quem (ainda) não viu a nova campanha da Nike, cliquem aqui embaixo.

O que essa propaganda tem de tão interessante, que merece um post? Tão simples? Quase besta, nem parece a Nike. Psicologia cognitiva. Mensagens curtas, mas marcantes, expressivos, geniais.

Mas o que é isso? Como assim?

Vamos à explicação:

O Wikipédia diz: Cognição é o ato ou processo de conhecer, que envolve atenção, percepção, memória, raciocínio, juízo, imaginação, pensamento e linguagem, a palavra tem origem nos escritos de Platão e Aristóteles.

Não sou especialista em psicologia, apesar de ser um curioso e interessado em aprender sempre. Pelo que entendi: cognição é um conhecimento rápido, adquirido através de uma experiência que estimula um aprendizado pela percepção.

Participei ano passado de uma palestra do Ulisses Zamboni – atual presidente do GP, sobre linguagem não-verbal. Alguns de vocês já devem ter visto pessoalmente, ou só o PPT. E que fala exatamente sobre esses assuntos: psicologia cognitiva, linguagem não-verbal. Ví a nova campanha da Nike – que sempre foi vanguarda em novos formatos de comunicação – daí liguei rapidamente os pontos e decidi compartilhar por aqui com vocês esse pensamento. Pois já havia visto em ações como do T-Mobile (no show da Oprah), mas acabei me deparando com essa linguagem aplicada na mensagem principal dessa nova campanha da Wieden.

De um modo geral, nossa propaganda é formada de um formato behaviorista, que através de uma promessa, oferece uma recompensa para então trazer a resposta desejada (ex: Omo lava mais branco / mulher faz o teste com concorrentes e mostra que é verdade / vem então a assinatura confirmado tudo isso). Vem então a ideia do não-verbal, o lado B das marcas, mais despojada, menos certinha. Como Ronaldo falando mal da Claro em pleno Twitter @ClaroRonaldo. Tudo muito lindo, aceitável, moderno, 2.0.

O ponto que venho discutir, ou como o próprio Uli diz, provocar, é: será que a comunicação tende a ser mais simples e estimulando expressões curtas que ficam no inconsciente do consumidor – tão poluído pela quantidade de mídia/dia – e mexe com a imaginação e percepção do público? Seria este o modo mais eficaz de propagar uma mensagem? Particularmente eu gosto e admiro aquele que consegue vender uma comunicação que fuja do behaviorismo, que é tão difundido e estabelecido na comunicação mundial (e nos departamentos de marketing – vulgo cliente). Conversas mais despojadas, simples, desprendidas de formatos clássicos – mesmo ainda acreditando na sua eficácia. Afinal, não podemos ser tão extremos também, nunca. Equilibrados sempre.