Afinal, o que dá pra personalizar?
Há algum tempo , decidi aceitar um desafio interessante que é trabalhar com marketing direto, relacionamento, digital. Paralelo à extrema mudança que foi sair do interior do Paraná e vir para a grande São Paulo, essa transformação veio também na transição em me afastar um pouco das campanhas tradicionais de propaganda e me especializar na arte de customizar as conversas, estratégias, ações, mensagens, campanhas.
Mas aí vem a grande pergunta do título, que provavelmente, trouxe você até aqui. Quanto é que dá pra personalizar a comunicação? O que dá pra ser feito? Como botar em prática toda essa customização? E o que já está acontecendo nesse sentido?
Claro que não vou conseguir responder a todas essas perguntas agora, mas o propósito é dar um start e iniciar essa conversa, estimular sua próxima pesquisa, aguçar a curiosidade. Como ainda sou um padawan da comunicação individual, essa história já me fez começar a olhar pra as coisas de um jeito diferente e sentir a importância de começar a planejar mais nesse sentido.
É possível sim, personalizar conversas. E o maior exemplo que vemos hoje de organização de mensagens, dados, informações, anúncios personalizados, relacionamentos, é o Facebook. Sim, esse site que cresce absurdamente mês a mês no Brasil. Um mar de mídia, de entretenimento, games, comportamentos saltitantes, conversas, de interações pra diferentes gostos e estilos. Essa grande plataforma social oferece possibilidades gigantescas de aprofundar em personalização de estímulos, anúncios, “curtir” as coisas. Se é que você me entende.
Além de ter que observar mais de perto o que acontece nessa ferramenta social, e participar dela, a gente pode personalizar de várias formas: engajando, chamando os consumidores pra participar, comentar, fazer, escolher, customizar, entreter. Podemos definir tribos para dividir as conversas, escolher pessoas por comportamentos, tipos de consumo, trabalhar diversas abordagens, canais (mala-direta, anúncios no Facebook, estimulo da opinião de blogueiros de determinado nicho, sms, ações mobile, e por aí vai…). As oportunidades são inúmeras, cabe a nós abandonar os antigos formatos e nos debruçar nas informações em busca de diferentes tribos, perfis, segmentos – ou como queiram chamar – de consumidores para cada produto/serviço que vendemos. Nem vou nem começar a falar de mensuração disso tudo, que quando personalizado fica até mais fácil de ser realizada.
E sim também. Já podemos ver algumas experiências interessantes nesse sentido. Como o Nike iD que personaliza produtos a partir de fotos e cores que o consumidor determina pelo site ou por aplicativo de iPhone. Tem ainda processos de serviço ainda menos complexos como o Subway Delivery, que você acessa o site, customiza seu lanche e ainda dá nome a ele (o meu último foi “Rapidão”, eu estava com muita fome). Por outro lado tem também a Rider explorando a tendência geosocial. Mais recente, ações já consagradas, como o TwelpForce da Best Buy, onde o consumidor ganhava através do Twitter um atendimento pessoal e logisticamente incrível; a última grande ação da Old Spice, quando o protagonista respondia tuítes através de vídeos da campanha; e o já premiado (e brazuca) Whopper Face – completamente offline.
Acredito que a comunicação tende a ser cada vez mais múltipla, mutante, orgânica, invisível e personalizada, cheia de ramificações, complexidade e acima de tudo, relevância para o seu público. Louco né? Mas eu já entrei nessa brincadeira.




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