O futuro da rede social
Eu conheci um mundo de diversas opções de buscadores, com particularidades para satisfazer todo tipo de freguês. Existia o Cadê, o Achei, Aonde, Altavista e até o Yahoo. E eis que surgiu um definitivo. Sem erros, demoras, mais preciso, ágil. Não precisaríamos mais de outro, pois havia chegado o Google.
Semana passada, quando soltei o assunto sobre o prazo de validade do Facebook, provoquei todos aqueles que gostam de ver a evolução acontecer, as mudanças. Eu respeito isso, afinal, também faço parte desse bolo. Curto (sem ironia) muito ver as coisas se movimentarem, é fato. Mas o que quis dizer, quando afirmei que o Facebook era a rede social definitiva, tem mais a ver com uma categoria do que com o próprio ciclo de vida da marca.
Na categoria “rede social”, como definimos hoje, na minha opinião, o Facebook encerra a curva de experiências. Todos os testes possíveis foram feito até chegar nele. O saudoso ICQ, o mIRC, chat da UOL, passando pelo Fotolog, MSN, My Space, Youtube, Flickr, Orkut, LinkedIn, Twitter, enfim. Já usufrui de tudo isso, e pra mim, ele é o ponto final, o pote de ouro, a obra finalizada. Depois dele, só se a categoria mudar o formato, o jeito de navegar, a experiência. Assim como o Google veio e se solidificou, o Facebook fez e está fazendo o mesmo. Não tem porque ter algo a mais que isso. Acabou a transição. Como nos buscadores. E as coisas vão ficar mais claras com o passar do tempo, quando todas as pessoas que conhecemos, irem para lá – como o Orkut.
Ou não?
Alguns dias atrás, vimos a apresentação do QWiki. Uma ferramenta de busca capaz de organizar visualmente uma resposta rápida e precisa sobre qualquer coisa. Segundo eles, essa será a revolução dos buscadores. Mas, você acha que o Google não está preparado pra essa mudança? Eu duvido. O Google e o Facebook estão tão bem estruturados, e tão preocupados com o que vai acontecer daqui pra frente, que os rivais não conseguem mais acompanhar esse crescimento, essa solidez. Enquanto o Orkut ainda capenga pra funcionar no browser, o Facebook já funciona em mobile há muito tempo. Games? Não preciso nem comentar. Espaço publicitário? Quem sabe lidar com os anúncios melhor que o Facebook e o Google?
Ok, eu sei que falar de definição é uma coisa séria. Que com a velocidade tecnológica (palavrinha retrô), as coisas, mudam rápido. Mas é algo para pensarmos. Será que o Facebook irá se adaptar às novas plataformas, mudanças na interatividade, movimentos culturais, ou ficará perdido e às moscas e defasado – como o Orkut.
Como serão as coisas daqui 5, 10, 20 anos? Lembra de Wall-E? Quando todo mundo aparece obeso, aquele monte de coisas acontecendo, pessoas preguiçosas, pesadas, sedentárias. Ou então, a interatividade misturada à experiência de Gamer? Podemos até imaginar o futuro numa realidade virtual mais sensorial experimentada por Surrogates, Avatar, Matrix? Esses, pra mim, serão acontecimentos não muito distantes da nossa realidade. A definição dos games, da transição de Kinect, Wii, PS3, e tudo mais que ainda vão lançar até lá. Imagine entrar no jogo e sentir tudo que está acontecendo, o vento bater no seu rosto, enquanto voa pela cidade, enfim. Só um exemplo da viagem.

Como diria Mestre Yoda: “o futuro em movimento sempre está”. Cabe a nós imaginarmos se a coisa vai para o lado negro da força, ou se os Jedis nos salvarão do império do sedentarismo, destruição mental e uso obcessivo das máquinas.
Crédito das conversas futuristas com o astro pop, @Pernah. Haha!
As imagens vieram desse link, desse e este aqui.
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