Novamente, estamos respirando esse grande fenômeno da globalização. Um grande evento ao som das (irritantes) vuvuzelas africanas. Copa do Mundo serve para inspirar as marcas. Todo mundo adora fazer propaganda pra zoar os argentinos, associar suas marcas a jogadores, treinadores da seleção. Patrocinar o time canarinho então, é um luxo! Nada contra essas decisões estratégicas altamente criativas, muito pelo contrário. Até me divirto com propagandas como essa aqui abaixo. Apesar de achar ações como a da Heineken, muito mais interessante – mesmo não se tratando de Copa.
Mas o que vim hoje na verdade falar – como o título já anuncia – é sobre a Coca-Cola. Acredito que todos os leitores do blog já devem ter trombado com o filme de 1 minuto da marca – aquele das pessoas de pedra e o menininho africano correndo atrás da bola, ao som de uma bela música tema da copa. Opa, cheguei aonde queria: na trilha sonora.
Ouvi essa música nas vinhetas da Coca-Cola, muito antes da Copa começar. Aí, me deparei com a mesma música nas rádios, inclusive com tradução do Skank. Quando vi na abertura do evento, e nas vinhetas da ESPN, achei estranho. Por uns momentos acreditei que era apenas a música tema da Copa da África, e a marca da bebida havia se apropriado dela para se promover – engano meu. Além de criar o tema musical da Copa, a marca mostrou a todos, que o filme de 1 minuto era apenas um detalhe da sua estratégia de comunicação; e que sua música está rodando o mundo inteiro, sendo traduzida para cada país, utilizada em vinhetas de programas esportivos e até inspirando outras propagandas.
Descobri ainda, que ela foi criada por um canadense e promovida pela Coca para tal status (ser tema do mundial). Mas a grande questão é: enquanto fazemos propaganda como todo mundo, uma das grandes marcas da história mostra porque ela sempre foi diferente, e com uma simples música – que nem se esforçou pra criar – gerou uma mídia espontânea que certamente, pagou toda mídia contratada por ela mesma. Que inveja.

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