Virtual vs Real (?)

Virtual vs Real (?)

Tá aí um assunto que sempre me deixa intrigado. Neste cenário pós-internet, as pessoas estão deixando a coisa rolar, caindo de cabeça em uma nova realidade, e talvez até, perdendo alguns importantes valores humanos – como relacionamentos, interações sociais, contatos físicos, essas coisas…

Em 2004, recebi um convite pra entrar no Orkut. E naquele momento, eu já tinha usado ICQ, sabia tudo de mIRC, e estava iniciando meus amigos no MSN  Messenger – um novo sistema de conversas muito mais simples e com potencial popularizador. O vício já exisitia naquelas (novas) ferramentas. Mas o ponto é que, após a disseminação desses programas entre as pessoas, vivemos hoje em uma sociedade virtual. Que invadiu o nosso tempo, nosso trabalho, lazer, entretenimento, nossa vida, relacionamento com os amigos, enfim, tudo. Essa realidade já nos cerca, e não dá mais pra saber o que é de verdade, e o que é de mentira.

O poder de aproximação e ampliação de conversas que a internet nos possibilitou é real. Além das facilidades da web, que também é real. Pessoas fecham negócios, firmam grandes parcerias, ganham dinheiro, ou até, fazem novos amigos, se isolam do mundo – e são mais felizes assim. Enfim, o questionamento que quero levantar diz respeito ao alcance, e às proporções, que essa verdade ilusória (ou não) vai nos levar. Uma simulação da realidade, que nos faz interagir com pessoas que talvez nunca vamos ver na vida, em uma grande confusão de experiências.

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Essa semana rolou o Comic Con, e lá foi apresentado um filme muito interessante, que está sendo idealizado e produzido – há 14 e 4 anos, respectivamente – pelo renomado diretor James Cameron, de Titanic e Terminator (1 e 2): Avatar. Há algumas semanas atrás, quando li algo a respeito de “Avatar”, passei em branco, pois achei que era um filme baseado naquele desenho da Nick. Mas não, diz respeito a outro assunto. O filme tem a ver com avatar mesmo, tipo Second Life. Aqueles seres virtuais que controlamos, fazemos voar, interagir com outros avatares, em um mundo paralelo ao nosso. Personagens que criamos na internet, e que nos representam. No filme, avatares reais (é!), serão controlados por humanos de suas casas, para poder viver em um outro planeta. Abre aspas: “Queria fazer algo que também tivesse uma consciência, que talvez durante a diversão fizesse as pessoas pensarem um pouco sobre a forma como interagem com a natureza e com os outros seres humanos”.

O filme conta ainda com um teaser trailer com cara de documentário. Certamente têm uma história digna de reflexão. E talvez tenha o mesmo impacto de Matrix (ou até mais). O fato é que a produção será surpreendente, com efeitos especiais que vão além daquilo que já estamos acostumados. Faz parte da inquietação do diretor: “Todo mundo sempre questiona ‘onde você esteve, James?’ Bem, eis onde eu estava: Pandora”.

Certamente, voltarei a falar desse assunto mais além. ;)

Ah! E créditos ao @pernah que me explicou que o “Avatar” não era sobre o desenho.

UPDATE! Saiu o trailer oficial:

Nossas escolas analfabetas (digitais)

Nossas escolas analfabetas (digitais)

Às vezes nos deparamos com pessoas que nos abrem muito a cabeça. Nos mostram um sentido mais amplo de uma coisa que parece tão comum no nosso dia-a-dia. E nessa palestra, aconteceu isso. Nela, Luli Radfahrer, em um evento chamado Descolagem: a escola do século XXI, fala sobre a educação de uma ótica bastante interessante, e que nos faz refletir: a não-evolução da área, analfabetismo digital, escolas como redes sociais, a função do professor de inspirar os alunos, e outras informações valiosas…

Não é a primeira vez que indico essa palestra, e acredito que nem será a última. A forma como ele domina o assunto impressiona, assim como o próprio assunto em si. Vale a pena cada minuto.

Luli (@radfahrer) é Ph.D. em comunicação digital, professor, e sabe do que está falando.

Descolagem 3 – Luli Radfahrer – Para que serve uma monocotiledônea? (nerds, mídias sociais e a escola do século 21)

Kaká, um cara objetivo

Kaká, um cara objetivo

Há alguns anos eu acompanho a trajetória de Kaká. Mais exatamente desde 1998. Essa história começou quando ele tinha 18 anos, entrou numa final de campeonato, com o time perdendo de 1×0, segundo tempo, ele fez 2 gols, virou o jogo, e se tornou xodó da torcida são paulina. Desde então eu, como muita gente, já sabia que esse cara ia longe.

Esse foi apenas o início, mas ao longo do tempo, o que mais me chamou a atenção no Kaká, não foi o futebol, mas sim a forma como ele lida com as coisas. O foco, os objetivos que ele determina pra vida, pra sua carreira, e a forma como ele faz pra sempre conseguir atingí-los. Kaká sempre sabe qual será o seu próximo passo. Não adianta vir com propostas absurdas, sem que tenha um bom projeto. Não adianta ter pressa, e ir para um clube de média expressão, sonhando que lá será uma boa ponte para a carreira.

Da mesma forma como faz em campo, e sabe exatamente o caminho a seguir para chegar mais rápido ao gol, Kaká gerencia sua carreira. Ele sabe o que quer, e esse tem sido seu grande diferencial com relação a outros craques brasileiros que vemos se perder todos os dias no montante de dinheiro que recebem, gastam, fazem burradas, mancham suas carreiras, e depois voltam para o Brasil arrependidos.

Kaká é diferente. Sempre teve a cabeça no lugar, e é centrado. Conquistou tudo o que queria, e até coisas que talvez nem ele próprio tenha sonhado. Ele sempre foi além das espectativas, sempre ganhou tudo o que disputou. Um jogador que sempre foi vencedor.

Salve, Kaká! Boa sorte, nessa nova fase.

Steve Jobs está de volta, e a Apple agradece

Steve Jobs está de volta, e a Apple agradece

Segundo foi noticiado hoje, o dono de uma das marcas mais admiradas no mundo voltou ao trabalho.

Uns disseram que o câncer tinha voltado, outros falaram que foi um transplante de fígado, mas o que foi noticiado oficialmente é que ele estava com um “desequilíbrio hormonal“. O fato mesmo é que Steve Jobs é fundamental para a Apple. Sem ele por lá parece que a empresa perde um pouco do brilho, do místerio que ronda a marca – “o que será que está por vir?”. Jobs é do tipo gênio místico. Fica na dele, trabalhando, e quando aparece, surpreende a todos. Deixa todo mundo babando e batendo palmas. Ele é a marca. E muitos (como eu) não conseguem imaginar o que vai ser da Apple quando ele não estiver por aqui.

Há muito tempo observo o jeito como ele faz as coisas, a forma de introduzir seus fantásticos produtos. Ele faz das suas apresentações algo espetacular, verdadeiros shows de tecnologia, inovação. A verdade é que Jobs sabe vender suas ideias.

Seja bem-vindo de volta, Steve Jobs.

E o tema daqui pra frente será… Copa do Mundo!

E o tema daqui pra frente será… Copa do Mundo!

Falta pouco tempo pra chegar a Copa, e hoje, o Brasil mostrou para os americanos como se joga futebol – tirou o doce da mão das crianças. Não é?

Eu estava fuçando hoje no Gearfuse e achei essa pendrive. Com ela, você decapta o jogadorzinho e pluga sua pen. Tem vários modelos, diversas seleções, dá pra colecionar! Sou fã de pendrives com design, ideia, mas nunca achei uma dessas pra comprar, enfim… Hahaha!

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Na verdade, este post veio pra entrar em um assunto que será a pauta do mercado ano que vem – Copa do Mundo. Vai ser a primeira vez que estarei trabalhando numa agência de publicidade em ano de Copa – será bem divertido. Produtos, campanhas, estratégias, promoções, enfim… tudo isso com tema pronto: a celebração máxima do futebol. Feliz aquele que conseguir convencer seu cliente a se diferenciar, mesmo com a tentação de entrar nessa festa. E se entrar, que seja com estilo. ;)

Que venha a Copa, até porque… África do Sul? É logo ali!

Michael Jackson, eu me lembro dele

Michael Jackson, eu me lembro dele

Pode não ter sido o grande exemplo para as pessoas. Mas nunca será esquecido. Quando um gênio como esse, com a trajetória que teve, a história que construiu, e tantas coisas que o fizeram ser admirado por tanta gente, esse cara precisa ser respeitado.

Michael mudou todo o formato da indústria musical. Mudou o jeito de fazer shows, discos, filmes, danças, clipes, e tantas outras coisas. Foi o fato, o novo, o assunto, a estrela, até o seu último dia de vida. Com certeza – como não é brasileiro – será lembrado pelas coisas boas que fez, e essas coisas boas serão eternas. Sua música, seu estilo, sua criatividade… o pequeno Jackson fez a diferença naquilo que sabia fazer. Aplausos para ele.

Grande, Michael Jackson. Eu me lembro dele.

Tim Burton reinventa Alice, no País das Maravilhas

Tim Burton reinventa Alice, no País das Maravilhas

Uma clássica história dos meus tempos de criança, contada agora com a visão de um dos mais ousados – e polêmicos – diretores de Hollywood, Tim Burton. Alice no País das Maravilhas terá uma abordagem nova, mas com a mesma essência.

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Segundo o blog da Lia: “Alice (que tem 17 anos) vai a uma festa fina e descobre que vai ser pedida em casamento na frente de centenas de pessoas esnobes da sociedade. Então ela foge e encontra um coelho branco, quando o segue, vai parar no País das Maravilhas, lugar que ela já havia visitado há 10 anos atrás, mas não lembrava!”

Pra mim será daqueles filmes que mesmo não sendo do gênero preferido, todos devemos assistir. Acredito que irá me agradar, por conta de todo esse show visual, essa história fantástica, através da abordagem desse gênio do cinema moderno.

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O filme será gravado com os personagens e transportado para uma tecnologia 3D, e vira computação gráfica, assim como foi feito em A Lenda de Beowulf – esse formato dá ao diretor mais liberdade de animações e efeitos especiais. Alice no País das Maravilhas ainda contará com grande elenco, que não é novidade nos filmes de Burton: Johnny Depp como Chapeleiro Louco, Helena Bonham Carter como Rainha Vermelha e Anne Hathaway como Rainha Branca. As imagens foram liberadas pela Disney essa semana, e você pode ver mais aqui.

Estou ansioso pra ver o resultado. ;)

Dica da @valeriav (namorada)

Inspirações, inquietude, planejamento criativo…

Inspirações, inquietude, planejamento criativo…

…em uma (grande) bagunça organizada.

Eu poderia falar muitas coisas aqui pra explicar essa apresentação. Mas acho que os slides falam por si só. Sua opinião pode ser expressada aqui nos comentários. As minhas, foram às vezes bastante polêmicas, mas inquietantes e provocativas. Tentando buscar nesse mercado um sentimento de que dá pra fazer coisas grandes aqui também. A Jump! já sabe disso, agora, é com os (futuros) publicitários.

Para os alunos que assistiram:
Parabéns por chegarem até o 4o ano de Publicidade. Na minha turma, formaram uns 20 só. A conversa foi super produtiva, pelo menos da minha parte. E obrigado pela atenção!

E pra quem não esteve lá, a apresentação está aqui:

Palestra no CESUMAR

Hoje deu saudades do tempo de estudantes. Fui dar uma palestra na faculdade que me graduei. Estou formatando a apresentação aqui rapidinho (com notas) pra mandar pro ar. O tema foi o mesmo da descrição do blog: “inspiração, inquietude extrema, planejamento criativo, uma bagunça organizada”.

Obrigado a todos que participaram.

Obama’s Campaign

Obama’s Campaign

Eu tentei me conter no começo, mas em tempos de Cannes ‘09 é difícil esquecer Obama ‘08.

Ano passado foi ano de campanhas política. Só aqui na agência, participamos de 3. Não foram 3 vitórias (apenas 1). Mas as outras 2, com certeza podemos considerar vitórias – mas isso não vem ao caso. O fato é que esse cara da foto aí em cima me inspirou, assim como inspirou o mundo todo com seu jeito de ser, com sua liberdade de ideias e ousadia, frente a um povo tão acostumado a eleger “velhos de guerra”.

Obama mudou as coisas. Fez propaganda de um jeito diferente, oferecendo esperança e não martelando na cabeça das pessoas no tão famoso spam que vemos nas campanhas políticas. Obama ousou, persuadiu, encantou, com seu jeito envolvente de fazer política, através de um discurso que não entra de supetão nas portas da nossa casa, mas pede licença pra entrar. Marketing de permissão, entretenimento, diversão, esperança, mudança, inspiração – essas pra mim seriam as palavras-chave dessa campanha tão especial. Parabéns presidente Obama, e que venham os Leões de Cannes nos próximos dias.

Aqui abaixo, deixei de brinde o video-case da campanha:

Ah! E o vídeo veio do Brainstorm#9.